Complemento directo

Pode-se identificar o objecto directo (OD) da frase:

  • Pela substituição do constituinte OD pela forma acusativa do pronome pessoal:
  1. O Germano comeu o pão.
  2. O Germano comeu-o.
  • Pela topicalização do OD, passando o constituinte para a esquerda do verbo:
  1. A Graça segurou a mala.
  2. A mala foi segurada pela Graça.
  • Pela interrogativa de instanciação "Quem-?" "O que é que-?":
  1. O Jorge agarrou (o Constantino + a caneta) na esquadra.
  2. (Quem + O que é que) o Jorge agarrou na esquadra?

Propriedades típicas de OD.
  • Com certos verbos transitivos, o OD final pode ser nulo(0/):
a) O gato caçou [(0/)OD] toda a noite.
b) A Sara está a dormir [(0/)OD].
  • Com certos verbos transitivos que exprimem tipos gerais de eventos ou processos, o argumento que deveria acorrer como OD final pode ser incorporado no verbo:
a) O padre disse uma oração[OD] na missa. b) O padre orou[V] na missa.
  • Quando a natureza nominal é o argumento nuclear que admite mais facilmente o especificador nulo (0/):
a) Comi galinha ao almoço.
b) *galinha está no prato.
  • O OD final ocorre tipicamente sem preposição (prep). No entanto é precedido de prep:
  1. Quando o OD é um pronome relativo quem:
a) Encontrei a actriz a quem o júri atribuiu o prémio.
  1. Quando o OD é um clítico pronominal:
a) Vi-a a ela a entrar no carro.
  1. Em certas expressões feitas, o OD ocorre procedido de "a":
a) Amar a Deus mas amá-lo.
  • Nas frases básicas , o OD final ocorre imediatamente à direita do verbo; e imediatamente à direita do objecto indirecto (OI), se:
  1. OI for um clítico:
a) O José fez-lhe [OI] a vontade[OD].
  1. OD for um SN longo ou complexo ou uma frase de complemento:
a) A Sílvia copiou da Susana[OI] a resposta[OD]

Cf. MATEUS, H. Mira et alii: Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa, Caminho, 1989

Exercício:
  1. Identifique o objecto directo (complemento directo) da frase escrita no quadro, da imagem em cima, aplicando os testes acima descritos.
  2. Identifique na frase, na imagem em baixo, o complemento directo.

    Identificação de Sujeito

    Pode-se identificar o sujeito (SU) da frase:
    • Pela substituição do sujeito por um pronome
    1. O Germano comeu o pão.
    2. (Ele) comeu o pão.
    3. *(Eles) comeu o pão.
    • Pela identificação do sujeito com a frase "Foi SU que -"
    1. A Graça segurou a mala.
    2. Foi a Graça que segurou a mala. (e não a Maria).
    • Pela estrutura pseudo clivada"(Quem + O que) SV ser SU"
    1. O Estevão abriu a porta.
    2. A pedra partiu a janela.
    3. Quem abriu a porta foi o Estevão.
    4. O que partiu a janela foi a pedra.
    • Pela topicalização do sujeito, passando-o para a direita de estrutura*:
    1. A Solange tapou o frasco.
    2. O frasco foi tapado pela Solange.
    • Pela interrogativa de instanciação, "Quem -", "O que - "
    1. O filme pareceu pequeno.
    2. O José pareceu pequeno.
    3. (Quem + O que) pareceu pequeno?
    * Numa frase activa com passiva correspondente, o SU final é, na passiva respectiva um obliquo (OBL) e ocorre precedido da preposição (Prep), em geral "por".

    OBS: Nas frases básicas o sujeito (SU) ocorre na primeira posição argumental da frase; é o controlador (típico da concordância verbal); preferencial da anáfora frásica; exclusivo dos pronomes anafóricos.
    Quando o SU é um pronome não enfático tem, geralmente uma realização nula. A inexistência de SUs «gramaticais», aparentemente vazios, funcionam como «suporte» em estruturas de verbos impessoais. A inexistência de uma forma pronominal nominativa que exprima o chamado SU «indeterminado» pode ser expresso pelo clítico nominativo se acompanhado pela 3º pessoa do singular de um verbo e pela 3ª pessoa do plural de um verbo com o SU nulo.
    Cf. MATEUS, H. Mira et alii: Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa, Caminho, 1989

    Exercício: Identifique o sujeito da frase escrita no quadro, da imagem em cima, aplicando os testes acima descritos.

    Ordem na frase: frases declarativas

    Ordem básica: Frases declarativas

    Ordem na frase: "Uma frase é constituída por um sequência linear de um conjunto de unidades básicas, as palavras, numa ordem determinada."
    In. RAPOSO, Eduardo Paiva- Introdução à Gramática Generativa, Lisboa, Moraes editores, 1979
    1. A Joana bateu no carro.
    2. O carro bateu na Joana.
    3. *Na bateu Joana carro o.


    A ordem básica nas frases declarativas é SVO ( Sujeito, Verbo, Objecto)

    Ex: A Marta comeu a sopa.



    Em Português exibe-se o complemento à direita do verbo (SVO), normalmente ordem não marcada, sem pausas e sem acento contrastivo

    Ex. O Luís leu o livro {SVO}

    Mas:

    O livro, o Luís leu.{OSV}

    O livro, leu o Luís.{OVS}

    Leu o livro, o Luís.{VOS}

    Topicalização: Deslocação de constituintes para a esquerda da frase; há uma tendências em português para se deslocar para o início da frase o constituinte sobre o qual recaí, de um modo especial, a atenção ou interesse do autor da enunciação; qualquer que seja a função sintáctica e a natureza estrutural do constituinte deslocado, este pode sempre deixar uma cópia pronominal.

    O Luís leu-o.

    Frase: é uma unidade estrutural, uma sequência estruturada de palavras. Os elementos da frase organizam-se numa estrutura de níveis hierarquizados, organizando-se uns em relação aos outros, segundo diversos níveis de hierarquização.

    Dias da semana, meses do ano, estações e datas.

    Adaptado para um nível inicial A1/A2


    Tema:
    Dias da semana, meses do ano, estações e datas.

    Como vimos anteriormente, a semana é constituída por cinco dias de trabalho e dois de fim-de-semana:
    • Segunda-feira
    • Terça-feira
    • Quarta-feira
    • Quinta-feira
    • Sexta-feira
    • Sábado
    • Domingo
    Agora vamos ver os meses do ano. Em geral, podemos dividir o ano em meses e estações. Os meses são doze:

    1. Janeiro
    2. Fevereiro
    3. Março
    4. Abril
    5. Maio
    6. Junho
    7. Julho
    8. Agosto
    9. Setembro
    10. Outubro
    11. Novembro
    12. Dezembro
    As estações do ano são quatro:
    • Primavera
    • Verão
    • Outono
    • Inverno

    A primavera começa a 21 de Março (dia da árvore) até 20 de Junho. O verão vai de 21 de Junho a 22 de Setembro. De 23 de Setembro a 20 de Dezembro é Outono. Por fim, de 21 de Dezembro a 20 de Março é Inverno.

    (com referente no Inglês)



    Agora que já vimos os dias da semana, do mês, as estações e os números, torna-se mais fácil falar sobre datas.

    Por exemplo, em português, ao pode-se perguntar qual o dia corrente:

    Que dia é hoje?/ Em que dia é que estamos?/ Estamos a quantos?

    Ao que se responde :

    Hoje é dia dezassete de Maio. / Hoje é sábado.
    Hoje é (dia) catorze de Setembro. / Hoje é quinta-feira. / Hoje é quinta.

    Mas também pode surgir uma pergunta de carácter pessoal como a data de aniversário:

    Quando é que fazes anos?/ Qual a tua (sua) data de nascimento?/ Quando é o seu (teu) aniversário?*

    Ao que se responde, por exemplo:

    Eu faço anos no dia treze de Dezembro. / Eu nasci a vinte e um de Fevereiro. / Os meus anos são a nove de Março.

    *Esta última forma é mais comum no português do Brasil, tendo-se em Portugal a primeira forma como preferencial.

    Exercício:
    • "Assinale se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).
    1. Os cursos têm datas iguais, mas horários diferentes.
    2. As inscrições para os cursos acabam no dia 4 de Junho."
    In. Teste de conhecimento de língua portuguesa (maiores de 15 anos), 19 de Maio de 2007



    Dias da semana

    Adaptado para um nível inicial A1/A2

    Tema:
    Dias da semana



    A semana tem 7 dias:

    • Segunda-feira
    • Terça-feira
    • Quarta-feira
    • Quinta-feira
    • Sexta-feira
    • Sábado
    • Domingo

    Os dias correspondentes à semana de trabalho são, na oralidade, muitas vezes abreviados. Assim, muitas vezes são referidos como:

    Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta

    Os restantes pertencem ao fim-de-semana:

    Sábado e Domingo

    Em Abril, águas mil




    (In. Diz que é uma Espécie deMagazine)

    Provérbios:

    "Em Abril, chuvas mil" ou "em Abril, águas mil"

    = Reflecte o conhecimento popular sobre o estado do tempo no mês de Abril, mês chuvoso e inconstante, em Portugal.

    Números

    Adaptado para um nível inicial A1/A2

    Tema:
    Numerais cardinais

    (com referente no Inglês)


    Os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos e fraccionários.

    Hoje vamos-nos debruçar sobre os numerais cardinais.

    "Os numerais cardinais são os números básicos. Servem para designar:

    a) a quantidade em si mesma, caso em que valem por verdadeiros substantivos

    Dois e dois são quatro.

    b) uma quantidade certa de pessoas ou coisas, caso que acompanham um substantivo à semelhança dos adjectivos:

    Geraldo levantou-se, deu três passos para a frente. (Osman Lins, FP, 158.)
    - Botou a cinco cântaros o mel... e a dois lagares o azeite. (Aquilino Ribeiro, M, 44.)"

    In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, p. 367

    Vamos, então, comparar os numerais arábicos com os cardinais:

    0. zero
    1. um
    2. dois
    3. três
    4. quatro
    5. cinco
    6. seis
    7. sete
    8. oito
    9. nove
    10. dez
    11. onze
    12. doze
    13. treze
    14. caquatorze
    15. quinze
    16. dezasseis ou dezesseis
    17. dezassete ou dezessete
    18. dezoito
    19. dezanove ou dezenove
    20. vinte
    A partir daqui, junta-se o numeral das dezenas com o das unidades, utilizando, para uni-las, a conjunção [e]. Por exemplo:

    23 » vinte (dezenas) e três (unidade)

    Assim temos:

    30. trinta
    40. quarenta
    50. cinquenta
    60. sessenta
    70. setenta
    80. oitenta
    90. noventa
    100. cem (ou cento, quando associado a outro valor que não o redondo 100)

    Também a partir daqui, se junta as centenas às dezenas e unidades, sempre separado pela conjunção [e]. Assim:

    115. cento e quinze
    178. cento e setenta e oito

    E assim por diante. Assim

    200. duzentos
    300. trezentos
    400. quatrocentos
    500. quinhentos
    600. seiscentos
    700. setecentos
    800. oitocentos
    900. novecentos
    1000. mil

    A partir do milhar conta-se as unidades de milhar, dezenas de milhar centenas de milhar, até ao milhão (1.000.000). Como por exemplo:

    4567. quatro mil, quinhentos e sessenta e sete
    87453. oitenta e sete mil, quatrocentos e cinquenta e três
    785498. setecentos e oitenta e cinco mil, quatrocentos e noventa e oito

    (com referente no Inglês)


    TEORIA GRAMATICAL:
    "Flexão dos numerais.
    Cardinais:

    1. Os NUMERAIS CARDINAIS um, dois, e as centenas a partir de duzentos variam em género:

    um - uma
    dois - duas
    duzentos - duzentas
    trezentos - trezentas

    2. Milhão, bilião (ou bilhao), trilhão, etc. comportam-se como substantivos e variam em número:

    dois milhões
    vinte trilhões

    3. Ambos, que substitui o cardinal os dois, varia em género:

    ambos os pés - ambas as mãos

    4. Os outros CARDINAIS são invariáveis. (...)

    Valores e empregos dos cardinais.

    1. Na lista dos CARDINAIS costuma-se incluir zero (0), o que equivale a um substantivo, geralmente usado em aposição:

    grau zero; desinência zero

    2. Cem, forma reduzida de cento, usa-se como adjectivo invariável:

    Cem rapazes; cem meninas

    Cento é também invariável. Emprega-se hoje apenas:

    a) na designação dos números entre cem e duzentos

    cento e dois homens; cento e duas mulheres

    b) precedido do artigo, com valor substantivo:

    Comprou um cento de bananas. ; Pagou caro pelo cento de peras.

    c) na expressão cem por cento.

    3. Usa-se ainda conto (antigamente = um milhão de réis) no sentido de «mil escudos» (em Portugal) (...)

    4. Bilião (que também se escreve bilhão, principalmente no Brasil), significava outrora «um milhão de milhões», valor que ainda conserva em Portugal (...). No Brasil (...) representa hoje «mil milhões». (...)

    Cardinal como indefinido.

    O emprego do número determinados pelo indeterminados é um processo de superlativação preferidos pelas línguas românicas.
    Sirva de exemplo o cardinal mil, desde os começos da língua largamente usado para expressar e indeterminação exagerada:

    Em Abril, chuvas mil [ou «em Abril, águas mil»]

    Emprego da conjunção e com os cardinais.

    1. A conjunção e é sempre intercalada entre as centenas, dezenas e unidades:

    trinta e cinco
    trezentos e quarenta e nove

    2. Não se emprega a conjunção entre os milhares e as centenas, salvo quando o número terminar numa centena com dois zeros:

    1892= mil oitocentos e noventa e dois
    1800= mil e oitocentos

    3. Em números muito grandes, a conjunção e emprega-se entre os membros da mesma ordem de unidades, e omite-se quando se passa de uma ordem para a outra:

    293 572 =duzentos e noventa e três mil quinhentos e sessenta e dois
    332 415 741 211 = trezentos e trinta e dois biliões (ou bilhões), quatrocentos e quinze milhões, setecentos e quarenta e um mil duzentos e onze. ".

    Ibidem, pp.371-373



    (com referente no Inglês)



    Temas abordados:
    • Números
    • Numerais cardinais
    • Cardinal como indefinido
    • Conjunção e
    • Provérbio "Em Abril, águas mil."
    Exercício:
    • Ouça o texto e escreva os números que são enunciados.

    Revisão esquematizada de Número: singular- plural (parte 2)

    Adaptado para um nível inicial A1/A2
    Tema:Número: singular- plural (parte 2, esquematizado)

    Regra geral:

    Singular » Plural


    [-r] » [-r + es]
    [-z] » [-z + es]
    [-n] » [-n + es]

    [-s] » [-s + es] (quando se trata de palavras agudas)
    [-s] » [-s] (quando se trata de palavras graves) i.e., mamtém-se =

    [-al] » [-ais]
    [-el] » [-eis]
    [-ol] » [-ois]
    [-ul] » [-uis]

    [-il] » [-is] (quando se trata de palavras agudas)
    [-il] » [-eis] (quando se trata de palavras graves)

    Número: Singular - Plural (parte 2)


    Tema: Número: Singular - Plural (parte 2)

    TEORIA GRAMATICAL:

    Número
    Formação do Plural:
    "Substantivos terminados em consoante.

    1. Os substantivos terminados em -r, -z e -n formam o plural acrescentando -es ao singular:

    (...) mar - mares; colher - colheres; rapaz - rapazes; raiz - raízes; abdómen - abdómenes (...)

    2. Os substantivos terminados em -s, quando oxítonos, formam o plural acrescentando também -es ao singular; quando paroxítonos, são invariáveis:

    (...) ananás - ananases; país - paises; lápis- lápis; oásis, oásis (...)

    Obs.
    1ª O monossílabo cais é invariável. (...)
    2ª Como os paroxítonos em -s, os poucos substantivos existentes em -x são invariáveis: o tórax- os tórax (...)


    3. Os substantivos terminados em -al, -el, -ol e -ul substituem no plural o -l por -is:

    (...) animal- animais; móvel - moveis; lençol - lençóis; paul - pauis (...)

    Obs.
    Exceptuam-se as palavras mal, real (moeda) e cônsul e seus derivados, que fazem, respectivamente, males, réis, cônsules e, por este, procônsules, vice-cônsules.


    4. Os substantivos oxítonos terminados em -il mudam o -l em -s:

    (...) covil- covis; funil - funis (....)

    5. Os substantivos paroxítonos terminados em -il substituem esta terminação por -eis:

    (...) fóssil - fósseis; réptil - répteis (...)

    6. Nos diminutivos formados com sufixos -zinho e -zito, tanto o substantivo primitivo como o sufixo vão para o plural, desaparecendo, porém, o -s do plural do substantivo primitivo. Assim:

    (...) balãozinho - balõe(s) + zinho > balõezinhos; cãozito - cãe(s) + zito> cãezitos (...)

    Substantivos de um só número.

    1. Há substantivos que só se empregam no plural

    (...) alvíssaras, anais, arredores, belas-artes, calendas, cãs, condolências, esponsais, férias, fezes, matinas, núpcias, óculos, olheiras, pêsames, copas ouros paus espadas (naipe) (...)

    2. Outros substantivos existem que se usam habitualmente no singular. Assim os nomes de metais e os nomes abstractos: ferro, ouro, cobre; fe, esperança, caridade. Quando aparecem no plural, têm de regra em sentido diferente. Comparem-se, por exemplo cobre (metal) a cobres (dinheiro), ferro (metal) a ferros (ferramentas, aparelhos)."

    In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp.185-187

    Exercício:

    Faça a correspondência do plural:

    Açúcar - ___________
    Reitor - ____________
    Cruz - _____________
    Cânon - ____________
    Glúten- ____________
    Português - __________
    Pires - _____________
    Casal - _____________
    Papel - _____________
    Farol - ___________
    Mal - ____________
    Ardil - ___________
    Barril - ___________
    Projéctil - _________
    Papelzinho - ________
    Rapazito - _________




    Revisão esquematizada de Número: singular- plural (parte 1)

    Tema:Número: singular- plural (parte 1, esquematizado)

    Regra geral:

    Singular » Plural

    -V » -V[s]
    -VG » -VG[s]

    Regras especiais:

    Singular » Plural

    [-ão] » [-ões] (maioria das palavras e também aumentativos com esta terminação)
    [-ão] » [-ães] (algumas palavras)
    [-ão] » [-ãos] (certas palavras graves e agudas)

    Algumas formas ainda não se fixaram e podem ter múltiplos plurais.


    Vogal (V)- "n substantivo feminino
    1 Rubrica: fonética.
    som da fala em cuja articulação a parte oral do canal de respiração não fica bloqueada nem constrita o bastante para causar uma fricção audível
    2 Rubrica: acústica, fonética.
    som da fala em que há o elemento voz, ou seja, um som musical, formado de um tom fundamental e harmônico
    3 Rubrica: lingüística, ortografia.
    cada uma das letras que representam os fonemas vocálicos de uma língua [Em português são cinco: a, e, i, o, u.]"

    Glide (G) -"1 som de transição, não distintivo, produzido pela passagem dos órgãos fonadores e articuladores de uma posição para outra (p.ex., na fala carioca, entre uma vogal e uma chiante final é pronunciada a semivogal [i], que é um glide: n[ói]s 'nós', p[ai]s 'paz' etc., por influência da chiante que, como o [i], é pronunciada perto do palato duro)
    2 m.q. semivogal"
    In. Instituto Antônio Houaiss, Houaiss: Dicionário Eletrônico, v. 1.0, Editora Objectiva, Ltda, 200
    1

    Número: singular - plural (parte 1)

    Tema: Número: Singular - Plural (parte 1)


    TEORIA GRAMATICAL:


    Tanto os substantivos como os adjectivos podem dividir-se em número, género e grau. Vejamos o primeiro.

    "Número

    Quanto à flexão de número os substantivos podem estar:

    a) no SINGULAR, quando designam um ser único, ou um conjunto de seres considerados como um todo (SUBSTANTIVO COLECTIVO):

    aluno
    cão
    mesa
    povo
    manada
    tropa

    b) no PLURAL, quando designam mais de um ser, ou mais de um desses conjuntos orgânicos

    alunos
    cães
    mesas
    povos
    manadas
    tropas

    Formação do Plural:

    Substantivos terminados em vogal ou ditongo

    Regra geral:

    O plural dos substantivos terminados em vogal ou ditongo forma-se acrescentando-se -s ao singular

    (...) estante - estantes; pai - pais; lei - leis; chapéu - chapéus (...)

    Incluem-se nesta regra os substantivos terminados em vogal nasal. Como a nasalidade das vogais /e/, /i/, /o/e /u/, em posição final, é representada graficamente por -m, e não se pode escrever -ms, muda-se o -m em -n. Assim: bem faz no plural bens; (...) som faz sons (...)

    Regras especiais:

    1- Os substantivos terminados em -ão formam o plural de três maneiras

    a) a maioria muda a terminação -ão em -ões:

    (...) botão - botões; eleição - eleições; leão - leões; opinião - opiniões(...)

    Neste grupo se incluem todos os aumentativos

    (...) casarão - casarões; espertalhão - espertalhões; rapagão - rapagões (...)

    b) um reduzido número muda a terminação -ão em -ães:

    (...) alemão - alemães; guardião - guardiães; pão - pães (...)

    c) um número pequeno de oxítonos* e todos os paroxítonos** acrescentam simplesmente um -s à forma singular:

    (...) cidadão - cidadãos; irmão - irmãos; órfão - órfãos (...)

    2- Para alguns substantivos finalizados em -ão, não há ainda uma forma de plural definitivamente fixada, note-se porém, na linguagem corrente, uma preferência sensível pela formação mais comum em -ões. É o caso dos seguintes:

    (...) aldeão - aldeãos, aldeões, aldeães; corrimão - corrimãos, corrimões; verão - verões, verãos(...)***"

    In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp.180-183

    * palavras de acentuação aguda
    ** palavras de acentuação grave
    ***mas também alão, alazão, anão, ancião, castelão, deão, ermitão, hortelão, refrão, rufião, sultão, truão, vilões.
    [ Continua]
    Exercício:

    Faça a correspondência do plural:

    Mãe - ____________
    Herói - ___________
    Javali - ___________
    Perú - ____________
    Atum - ___________
    Questão - _________
    Estação - __________
    Nação - ___________
    Sabichão - _________
    Capitão - __________
    Charlatão - ________
    Bênção - __________
    Órgão - ___________
    Mão - _____________
    Anão - ____________
    Vilão - ____________

    Horas do dia

    Adaptado para um nível inicial A1/A2
    Tema: Horas do dia e formas de cumprimento

    Compreensão escrita e conversação:


    O dia divide-se em três partes essenciais: a manhã, a tarde e a noite.



    A manhã é o período desde o levantar do sol até ao meio-dia. Durante a manhã, as pessoas costumam dizer, ao cumprimentar-se, "Bom dia!"





    Já à tarde, ao encontrarem-se com alguém, dizem "Boa tarde!". A partir do meio dia, e até o sol se pôr, é de tarde.





    Depois vem a noite. Esta é a altura de ir dormir. Mas não antes das pessoas dizerem "Boa noite!" umas às outras.





    Léxico essencial:

    • Manhã
    • Tarde
    • Noite
    • Meio-dia
    • Pôr de sol
    Expressões essenciais:
    • Bom dia!
    • Boa tarde!
    • Boa noite!

    Ditongos

    Adaptado para um nível inicial A1

    Tema:
    Ditongos

    Fonética e léxico:

    Os ditongos surgem nos encontros vocálicos. Quando uma vogal e uma semivogal1 encontram-se, forma-se um ditongo.

    1 ou uma semivogal e uma vogal

    Os ditongos podem ser crescentes, quando a semivogal antecede a vogal, ou decrescente, quando a vogal antecede a semivogal. Assim:

    quase, preguiça, eloquente - Ditongos crescentes
    [wa] [wi] [w~e]

    sai, véu, fui - Ditongos decrescentes
    [aj] [Ew] [uj]

    Exercícios:

    • Ouça e repita:






    In. COELHO, Mª. Luisa; OLIVEIRA, Carla: Aprender Português 1, Lisboa, Texto Editores, 2006
    Transcrição:

    pai; saia; baixo;
    feio; bandeira; cheio;
    mau; aula; austríaco.
    • Sublinhe os ditongos e diga se são crescentes ou decrescentes.
    O pai do Fausto é baixo.
    A aula está cheia de austríacos.
    A saia da Laura é feia.

    Demore o seu tempo: Roma e Pavia não se fizeram num dia



    Provérbios:

    "Roma e Pavia não se fizeram num dia" , " Devagar se vai ao longe", "Grão a grão enche a galinha o papo" ou "A pressa é inimiga da perfeição"

    = tudo demora o seu tempo;
    = os grandes trabalhos demoram tempo a fazer;
    = não se deve tornar-se impaciente pela demora;
    = não se deve apressar uma tarefa para atingir o fim, sob a pena de não a concretizar ou fazê-la mal.