Bilhete de identidade

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Bilhete de identidade

Léxico, Compreensão escrita e conversação




















O Bilhete de Identidade é o documento oficial de identificação. Todos os portugueses, por volta dos oito anos, vão pela primeira vez pedir a emissão do seu BI.

O bilhete de identidade tem vários campos que servem como elementos identificativos de cada indivíduo.

A parte da frente do bilhete de identidade, identifica visualmente, cada pessoa, por:
  • fotografia;
  • impressão digital;
  • e assinatura cada pessoa.













Sem excepção, todos os portugueses têm de tirar o bilhete de identidade. Este é um documento que serve fins burocráticos, mas também para a identificação junto às figuras de autoridade.

Se o Bin Laden fosse português, também ele teria um bilhete de identidade.

Na parte de trás do bilhete de identidade, estão inscritas diversas informações:
  • o número de BI;
  • a data e local de emissão;
  • o nome completo do indivíduo;
  • os nomes completos de seus pais;
  • o local de nascimento, ou naturalidade;
  • o local de residência actual;
  • a data de nascimento;
  • o estado civíl;
  • a altura;
  • a validade do cartão identificativo;
  • e um espaço para eventuais indicações.


Léxico essencial:
  • Identificação
  • Indivíduo
  • Naturalidade
  • Residência
  • Emissão (cf. polissemia)
  • Validade
Expressões essenciais:
  • Bilhete de identidade
  • Elementos identificativos
  • Dados pessoais
  • Impressão digital
  • Data de nascimento
  • Estado civil
  • Figuras de autoridade
Exercício:
  • Agora que viste como é um bilhete de identidade português, numa folha, faz o teu próprio BI, preenchendo os teus dados.
  • "Assinale se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).
  1. O primeiro bilhete de identidade é gratuito para todos os cidadãos.
  2. A renovação do bilhete de identidade é sempre paga."
In. Teste de conhecimento de língua portuguesa (maiores de 15 anos), Janeiro de 2007

Preposições (introdução)

Tema: Preposições

TEORIA GRAMATICAL:

  • "Função das preposições.

Chamam-se PREPOSIÇÕES as palavras invariáveis que relacionam dois termos de uma oração, de tal modo que o sentido do primeiro (ANTECEDENTE) é explicado ou completado pelo segundo (CONSEQUENTE). Assim:

  • Formas de preposições.

Quanto à forma, as PREPOSIÇÕES podem ser:

a) SIMPLES, quando expressas por um só vocábulo;

b) COMPOSTAS (ou LOCUÇÕES PREPOSITIVAS), quando constituídas de dois ou mais vocábulos, sendo o último deles uma PREPOSIÇÃO SIMPLES (geralmente de).

  • Preposições simples.

As PREPOSIÇÕES SIMPLES são:

a / com / em / por (per)
ante / contra / entre / sem
após / de / para / sob

até / desde / perante / sobre / trás


Tais preposições denominam-se também ESSENCIAIS, para se distinguirem de certas palavras que, pertencendo normalmente a outras classes, funcionam às vezes como preposições e, por isso, se dizem PREPOSIÇÕES ACIDENTAIS. Assim: afora, conforme, consoante, durante, excepto, fora, mediante, menos, não obstante, salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc.

Locuções prepositivas.

Eis algumas LOCUÇÕES PREPOSITIVAS:

abaixo de; acerca de; acima de; a despeito de; adiante de; a fim de; além de; antes de; ao lado de; ao redor de; a par de; apesar de; a respeito de; atrás de; através de; de acordo com; debaixo de; de cima de; defronte de; dentro de; depois de; diante de; em baixo de; em cima de; em frente a; em frente de; em lugar de; em redor de; em torno de; em vez de; graças a; junto a; junto de; para baixo de; para cima de; para com perto de; por baixo de; por causa de; por cima de; por detrás de; por diante de; por entre; por trás de. "

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp. 551-552

Pequeno momento recreativo...pronomes...

Diz a professora de português a um aluno que estava distraído:
- Tu aí! Diz-me dois pronomes!
O rapaz assusta-se, põe-se a pé e diz:
- Quem? Eu?
- Muito bem, podes-te sentar.

Pronomes Possessivos

Tema: Pronomes possessivos

TEORIA GRAMATICAL:

"Pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos.

Estreitamente relacionados com os pronomes pessoais estão os PRONOMES POSSESSIVOS e DEMONSTRATIVOS.
Os PRONOMES PESSOAIS, vimos, denotam as pessoas gramaticais: os outros dois indicam algo determinado por elas:

a) Os POSSESSIVOS, o que lhes cabe ou pertence;
b) Os DEMONSTRATIVOS, o que delas se aproxima no espaço ou no tempo.

Podemos, assim, estabelecer estas correspondências prévias:

Formas dos pronomes possessivos.

Os PRONOMES POSSESSIVOS apresentam três séries de formas, correspondentes à pessoa a que se referem. Em cada série, estas formas variam de acordo com o género e o número da coisa possuída e com o número de pessoas representadas no possuidor.

Valores e emprego dos possessivos

Os PRONOMES POSSESSIVOS acrescentam à noção gramatical uma ideia de posse. São, de regra, pronomes adjectivos, equivalentes a um adjunto adnominal antecedido da preposição de ( de mim, de ti, de nós, de vós, de si), mas podem empregar-se como pronomes substantivos:

Meu livro é este.
Este é o meu livro
.
Sempre com as suas histórias!

Fazer das suas."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp. 318-319



Exercício:
Observe o vídeo e a letra da música e assinale os pronomes possessivos utilizados.




"Trago um Fado no meu canto,
Canto a noite até ser dia
Do meu povo trago o pranto
No meu canto a Mouraria
Tenho saudades de mim
Do meu amor mais amado
Eu canto um país sem fim
O mar, a terra, o meu Fado
Meu Fado Meu
De mim só me falto eu
Senhora da minha vida
Do sonho, digo que é meu
E dou por mim já nascida
Trago um Fado no meu canto
Na minha alma vem guardado
Vem por dentro do meu espanto
À procura do meu Fado
Meu Fado Meu"

Letra de Paulo de Carvalho, interpretado por Mariza
"Meu fado meu"

Exercícios de revisão

  • Responde às seguintes perguntas

Quantas vogais existem em português e quais são?

Quantos meses tem um ano?

Em que mês se festeja o natal?

Quais os meses de primavera?

  • Preenche os espaços em branco
Eu sou____________ e venho de _______. Tenho _______________ anos de idade.
De manhã digo _______________ aos meus amigos. Eu vou dormir à ______.
Eu vivo com ________________________________________________.
Descanso no fim-de-semana, isto é, no _______ e no ________.

  • Altera o género e o número das seguintes palavras, fazendo-as preceder do artigo correspondente:
cadelas-
santo-
professoras-
bonecas-
mãe-
irmãs-
  • Escreva por extenso os seguintes números:
3-
6-
15-
79-
100-
230-
1582-
  • Observa a imagem e divide sintacticamente as frases, apresentando um dos testes de identificação de constituintes (sujeito e objecto directo)?




Frase:

Sujeito-

OD-











Frase:

Sujeito-

OD-









Frase:

Sujeito-

OD-





Frase:

Sujeito-

OD-









Frase:

Sujeito-

OD-








  • Coloca no singular:
Cavalos:
Operações:
Narizes:
Bancas:
Cãezitos:
Ardis:
Colunas:
Tais:
Mordazes:
Felizes:
Avôs:
  • Coloca no masculino:
Avó:
Padeira:
Gata:
Rainha:
Loba:

Membros da família (parte 1)

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Membros da família (parte 1)
Com referente no inglês:




Família imediata ou núcleo familiar:

Pais: Pai/ Mãe

Filhos: Filho/ Filha

Irmãos: Irmão / Irmã







Avós:
Avô/ Avó

Netos: Neto/ Neta








Tios: Tio/ Tia

Sobrinhos: Sobrinho/ Sobrinha

Primos: Primo/ Prima


Todas as famílias podem ser diferentes. Umas mais numerosas, outras mais pequenas; umas mais chegadas, outras mais distantes; umas têm uma casa, outras duas.
A noção de família é diferente de pessoa para pessoa, pois cada um de nós vive realidades diferentes. A maioria das famílias são unidas por laços de sangue, mas outras são constituídas por irmãos de diferentes pais, vários filhos adoptados, por duas mães, por tios que nos criam... Cada família é uma realidade.

Léxico essencial:
  • Pai (s)
  • Mãe (s)
  • Filho (a) (s)
  • Irmão (s)
  • Irmã (s)
  • Avô (s)
  • Avó (s)
  • Tio (a) (s)
  • Sobrinho (a) (s)
  • Primo (a) (s)
Expressões essenciais:

  • Núcleo familiar
Exercício:
  • Observa a imagem em baixo e preenche os espaços em branco.

  1. O Homer é __________ da Maggie.
  2. A Maggie é ___________ da Lisa.
  3. A Lisa é ___________ da Patty e da Selma.
  4. A Selma é __________ do Bart.
  5. O Bart é __________ do Abraham.
  6. O Abraham é __________ do Homer.
  7. O Hommer é _________ do Herb.
  8. O Herb é _________ da Lisa.
  9. A Lisa é _________ da Marge.
  10. A Marge é _______ da Ling.
  11. A Ling é _______ da Jackeline.
  12. A Jackeline é _______ do Bart
  13. O Bart é ________ da Ling.
  14. A Ling é ______ da Lisa.
  • Como é a tua família? Descreve-a.

Pedidos e agradecimentos (parte I)

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Pedidos e agradecimentos (parte I)


Em português há várias formas de pedir e agradecer algo. No final de qualquer pedido, é costume, por um modo de cortesia, dizer "por favor". Quando o pedido é satisfeito agradece-se a dizer "obrigado" (masc.) ou "obrigada" (fem.). Também se usa a forma "agradecido" ou "agradecida". Após o agradecimento é de costume o outro dizer "de nada" ou "não tem de quê".


Por exemplo, numa passadeira rolante da estação de metro do Marquês de Pombal, um passageiro pede para passar a outro que se encontra parado:

Pode dar-me licença, por favor? /
Posso passar, se faz favor?/
Com licença...

O outro passageiro deixa-o passar enquanto diz:

Por favor!/
Faça o favor!

O primeiro, que fez o pedido, ao passar agradece:

Obrigado! (caso seja do sexo masculino)
Obrigada! (caso seja do sexo feminino)
Muito obrigado(a)!
Agradecido (a)! (consoante o sexo)

Enquanto o que se desviou replica:

De nada!/
Não têm de quê!


Por outro lado, podemos observar vários verbos preferencialmente ligados, semanticamente, ao pedido. O verbo "poder", no presente do indicativo (pres. do ind.) com um verbo auxiliar no infinitivo (inf.), é talvez o mais usado para expressar um pedido:

Eu posso tirar um rebuçado?
Tu podes estar calado?
Ele pode entrar?
Nós podemos ver o bebé?
Vós podeis vir comigo?
Eles podem voltar mais tarde?

Da mesma forma, o uso do verbo poder no futuro do pretérito do indicativo (fut. do pret. do ind.) com um verbo auxiliar no infinitivo, também é usado para expressar o pedido, mas de uma forma mais cortês e polida:

Eu poderia tirar um rebuçado?
Tu poderias estar calado?
Ele poderia entrar?
Nós poderíamos ver o bebé?
Vós poderíeis vir comigo?
Eles poderiam voltar mais tarde?

Este verbo é mais utilizado na formação da interrogativa. Mas não é só o verbo "poder" exprime o sentido de pedido, nem se pode fazê-lo só com interrogativas. O pedido pode ser formado após lhe ter sido perguntado o que deseja.

Deseja alguma coisa?
Então o que deseja?
Então o que vai ser?
Posso ajudar-lhe?

Assim, pode-se formular um pedido através de uma frase afirmativa:

Eu quero um bolo, se faz o favor.
Tu tens de trazer o livro.
Eles precisam de uma cartolina.
Nós temos de falar consigo.
(Você) -me um guardanapo.
Eles têm de fazer os trabalhos de casa.

Estes verbos, semanticamente, transitam entre o pedido e a ordem, adequando-se a diversas situações e tipos de interlocutores. Mas neste momento interessa-nos reter que o pedido pode ser expresso de diversas formas, tanto na interrogativa, como na afirmativa (e até no imperativo), e que pode surgir associado a expressões fixas como "por favor", o que implica certos tipos de respostas mais ou menos cristalizadas. Mais tarde voltaremos a este assunto para aprofundá-lo.






(in. Gato fedorento)

Léxico essencial:
  • Poder (verbo no fut. do pret. do ind. e no fut. do pret. do ind.)
Expressões essenciais:
  • Por favor / Se faz o favor
  • Obrigado /obrigada
  • Não tem de quê.
  • De nada.
  • poder(pres. do ind.) + (inf.)
  • poder (fut. do pret. do ind.) + (inf.)


Artigo


Tema: Artigo: definido e indefinido (parte 1)

TEORIA GRAMATICAL:

"ARTIGO DEFINIDO E INDEFINIDO

Dá-se o nome de ARTIGO às palavras o (com as variações a, os, as) e um (com as variações uma,uns, umas) que se antepõem aos substantivos para indicar:
  • a) que se trata de um serconhecido do leitor ou ouvinte, seja por ter sido mencionado antes, seja por ser objecto de um conhecimento de experiência, como nestes exemplos:
Levanta-se, vai à mesa, tira um cigarro da caixa de laca, acende o cigarro no isqueiro, larga o isqueiro, volta ao sofá. (Fernanda Botelho, X, 183)

Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. (Graciano Ramos, VS, 161)
  • b) que se trata de um simples representante de uma dada espécie ao qual não se faz menção anterior:
(...) Era uma casinha nova, a meia encosta, com trepadeiras pela varanda. Tinha um pomar pequeno de laranjeiras e marmelos e mais uma hortazinha, ao longo do rego que descia do morro. (Rodrigo M. F. de Andrade, V, 119)

No primeiro caso dizemos que o artigo é DEFINIDO; no segundo, INDEFINIDO.

Observação: « O artigo é um signo que exige a presença de outro (ou outros) com o qual se associa em sintagmas: um signo dependente. Por outra parte, pertence ao tipo de signos que se agrupam em paradigmas ou inventários limitados, fechados: os signos morfológicos, cujos conteúdos - os morfemas - constituem o sistema gramatical, em oposição aos signos léxicos, caracterizados por constituirem inventários abertos, ilimitados» (Emilio Alarcos Llorach. El artículo en español. In To Honor Roman Jakobson; Essays on the Occasion of his Seventieth Birthday, I. The Hague - Paris, Mouton, 1967, p.19).

FORMAS DO ARTIGO

Formas simples
  • 1) São estas as formas simples do artigo:


  • 2) No português antigo havia as formas lo (la, los, las) e el do artigo definido.
Lo (e suas variações) só aparecem hoje, como artigo, em construções estereotipadas do tipo mai-lo (=mais o) ocorrentes em falares de Portugal (...)

  • 3) A forma arcaica el do artigo masculino fossilizou-se na titulatura el-rei, talvez por influência da conservadora linguagem da Corte:
Então o terceiro a El-Rei rogou Licença de os buscar, e El-Rei negou.
(Fernando Pessoa, OP, 25)

Formas combinadas do artigo definido
  • 1) Quando o substantivo, em função de complemento ou de adjunto, se constrói com uma das preposições a, de, em e por, o ARTIGO DEFINIDO que o acompanha combina-se com essas preposições, dando:


  • 2) Crase. O artigo definido feminino, quando vem precedido da preposição a, funde-se com ela e tal fusão (=CRASE) é representada na escrita por um acento grave sobre a vogal (à). Assim:

Vou a + a cidade = Vou à cidade
(prep. que introduz o adjunto adverbial do verbo ir) + (artigo que determina o substantivo cidade) = ( a craseado, a que se aplica o acento grave)

Não raro, o à vale como redução sintáctica da expressão à moda de (= à maneira de, ao estilo de):
(...)Mas o major? Porque que não ria à inglesa, nem à almã, nem à francessa, nem à brasileira? Qual o seu género? (Monteiro Lobato, U, 117) (...)
  • 4) Quando a preposição que antecede o artigo está relacionada com o verbo, e não com o substantivo que o artigo introduz, é aconselhável que os dois elementos fiquem separados, embora não faltem exemplos da sua aglutinação na prática dos melhores escritores:
A circunstância de as vindimas juntarem a família prestava-se a uma reunião anual na Junceda. (Miguel Torga, V, 159) (...)
  • 5) A antiga preposição per contraía-se com lo(s), la(s), formas primitivas do artigo definido, produzindo pelo(s), pela(s). Estas contracções vieram substituir polo(s) e pola(s), de emprego normal no potuguês clássico, como ilustram os versos camonianos:
Pois polos doze pares dar-vos quero
Os doze de Inglaterra, e o seu Magriço.
(L, I, 12)

Da Lua os claros raios rutilavam
Polas argênteas ondas Neptuninas.
(L, I, 58)

Formas combinadas do artigo indefinido
  • 1) O ARTIGO INDEFINIDO pode contrair-se com as preposições em e de, originando:

  • 2) As preposições em e de, antepostas ao artigo indefinido que integra o título de obras, separam-se dele na escrita:

Sofríamos do que, em Um olhar sobre a Vida, qualifiquei de «insónia internacional». (Genolino Amado, RP, 21) (...)
  • 3) Também não é aconselhável a contracção do artigo indefinido com a preposição que se relaciona com o verbo, e não com o substantivo que o artigo introduz:
A obra atrasou-se em virtude de uns operários se terem acidentado."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp.207-212

Exercício:

Corrija as frases colocando os artigos adequados:


___ João ama ___ vida.

Ele é ___ filho ___ (+de) professora.

__ rapariga comeu ___ bolo.

___ pessoa telefonou-lhe.

Este casaco é ____ (+ de) aluno.

Vou dar ___ festa.

Foi ___ cão que mordeu-me ___ mão.

___ senhora foi ___ (+ a) igreja.

Preciso ___ (+de) caneta.

Vou ___ (+a) festa ___ (+de) Carlos.

___ saco ficou ___ (+em) carro.

___ mendigo pediu-me ___ moeda ____ (+ em) porta ___ ( +de) igreja.

Género: Masculino - Feminino (parte 1)

Tema: Género: Masculino - Feminino (parte 1)


TEORIA GRAMATICAL:

"GÉNERO
  • Há dois géneros em português: o MASCULINO e o FEMININO. O masculino é o termo não marcado; o feminino é o marcado.
  • Pertencem ao género masculino todos os substantivos a que se pode antepor o artigo o:
o aluno; o pão; o poema (...)

Pertencem ao género feminino todos os substantivos a que se pode antepor o artigo a:

a casa; a mão; a ema (...)

  • O género de um substantivo não se conhece, de regra, nem pela sua significação, nem pela sua terminação
Para facilidade de aprendizado, convém, no entanto saber:

Quanto à significação:
  • 1) São geralmente masculinos:
a) os nomes de homens ou de funções por eles exercidas:

João; mestre; padre; rei

b) os nomes de animais do sexo masculino:

cavalo, galo, gato, peru

c) os nomes de lagos, montes, oceanos, rios e ventos, nos quais se subentendem as palavras lago, monte, oceano, rio e vento, que são masculinas:

o Amazonas [= o rio Amazonas]; o Atlântico [= o rio Atlântico]; (...) os Alpes [=os montes Alpes]

d) os nomes de meses e pontos cardeais

março findo; setembro vindouro; o Norte; o Sul

  • 2) São geralmente femininos:
a) os nomes de mulheres ou de funções por elas exercidas

Maria; professora; freira; rainha

b) os nomes dos animais do sexo feminino:

égua; galinha; gata; perua

c) os nomes de cidades e ilhas nos quais se subentendem as palavras cidade e ilha, que são femininas:

a antiga Ouro Preto; as Sicília; as Antilhas (...)

Quanto à terminação:

  • 1) São masculinos os nomes terminados em -o átono:
o aluno; o livro; o lobo; o banco
  • 2) São geralmente femininos os nomes terminados em -a átono:
a aluna; a caneta; a loba; a mesa

Exceptuam-se, porém, clima, cometa, dia, fantasma, mapa, planeta, telefonema, fonema e outros mais (...)
  • 3) Dos substantivos terminados em -ão, os concretos são masculinos e os abstractos, femininos:
o agrião; o balcão; o algodão; o feijão; a educação; a produção; a opinião; a recordação

Exceptua-se mão, que, embora concreto, é feminino.
Fora desses casos, é sempre difícil conhecer-se pela terminação o género de um dado substantivo."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp.189-191

Exercício:
  1. Diga, quanto ao género, se é masculino ou feminino, as palavras na seguinte lista:
o cachorro - __________
Agosto - __________
emoção - __________
actor - __________
directora - __________
José - __________
Sandra - __________
actriz - __________
visão - __________
cometa - __________
cão - __________
Tejo (rio) - __________
a sandes - __________
exaltação - __________
vaca - __________
boi - __________
Helder - __________
pão - __________
Filipe - __________
Filipa - __________
porteira - __________
mapa - __________
Índico (oceano)- __________
cadela - __________
Este (vento)- __________
porteiro - __________
Abril - __________
Pirenéus (montes) - __________
Londres (cidade) - __________
Madeira (ilha) - __________
Pacífico (oceano)- __________
Complemento directo

Pode-se identificar o objecto directo (OD) da frase:

  • Pela substituição do constituinte OD pela forma acusativa do pronome pessoal:
  1. O Germano comeu o pão.
  2. O Germano comeu-o.
  • Pela topicalização do OD, passando o constituinte para a esquerda do verbo:
  1. A Graça segurou a mala.
  2. A mala foi segurada pela Graça.
  • Pela interrogativa de instanciação "Quem-?" "O que é que-?":
  1. O Jorge agarrou (o Constantino + a caneta) na esquadra.
  2. (Quem + O que é que) o Jorge agarrou na esquadra?

Propriedades típicas de OD.
  • Com certos verbos transitivos, o OD final pode ser nulo(0/):
a) O gato caçou [(0/)OD] toda a noite.
b) A Sara está a dormir [(0/)OD].
  • Com certos verbos transitivos que exprimem tipos gerais de eventos ou processos, o argumento que deveria acorrer como OD final pode ser incorporado no verbo:
a) O padre disse uma oração[OD] na missa. b) O padre orou[V] na missa.
  • Quando a natureza nominal é o argumento nuclear que admite mais facilmente o especificador nulo (0/):
a) Comi galinha ao almoço.
b) *galinha está no prato.
  • O OD final ocorre tipicamente sem preposição (prep). No entanto é precedido de prep:
  1. Quando o OD é um pronome relativo quem:
a) Encontrei a actriz a quem o júri atribuiu o prémio.
  1. Quando o OD é um clítico pronominal:
a) Vi-a a ela a entrar no carro.
  1. Em certas expressões feitas, o OD ocorre procedido de "a":
a) Amar a Deus mas amá-lo.
  • Nas frases básicas , o OD final ocorre imediatamente à direita do verbo; e imediatamente à direita do objecto indirecto (OI), se:
  1. OI for um clítico:
a) O José fez-lhe [OI] a vontade[OD].
  1. OD for um SN longo ou complexo ou uma frase de complemento:
a) A Sílvia copiou da Susana[OI] a resposta[OD]

Cf. MATEUS, H. Mira et alii: Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa, Caminho, 1989

Exercício:
  1. Identifique o objecto directo (complemento directo) da frase escrita no quadro, da imagem em cima, aplicando os testes acima descritos.
  2. Identifique na frase, na imagem em baixo, o complemento directo.

    Identificação de Sujeito

    Pode-se identificar o sujeito (SU) da frase:
    • Pela substituição do sujeito por um pronome
    1. O Germano comeu o pão.
    2. (Ele) comeu o pão.
    3. *(Eles) comeu o pão.
    • Pela identificação do sujeito com a frase "Foi SU que -"
    1. A Graça segurou a mala.
    2. Foi a Graça que segurou a mala. (e não a Maria).
    • Pela estrutura pseudo clivada"(Quem + O que) SV ser SU"
    1. O Estevão abriu a porta.
    2. A pedra partiu a janela.
    3. Quem abriu a porta foi o Estevão.
    4. O que partiu a janela foi a pedra.
    • Pela topicalização do sujeito, passando-o para a direita de estrutura*:
    1. A Solange tapou o frasco.
    2. O frasco foi tapado pela Solange.
    • Pela interrogativa de instanciação, "Quem -", "O que - "
    1. O filme pareceu pequeno.
    2. O José pareceu pequeno.
    3. (Quem + O que) pareceu pequeno?
    * Numa frase activa com passiva correspondente, o SU final é, na passiva respectiva um obliquo (OBL) e ocorre precedido da preposição (Prep), em geral "por".

    OBS: Nas frases básicas o sujeito (SU) ocorre na primeira posição argumental da frase; é o controlador (típico da concordância verbal); preferencial da anáfora frásica; exclusivo dos pronomes anafóricos.
    Quando o SU é um pronome não enfático tem, geralmente uma realização nula. A inexistência de SUs «gramaticais», aparentemente vazios, funcionam como «suporte» em estruturas de verbos impessoais. A inexistência de uma forma pronominal nominativa que exprima o chamado SU «indeterminado» pode ser expresso pelo clítico nominativo se acompanhado pela 3º pessoa do singular de um verbo e pela 3ª pessoa do plural de um verbo com o SU nulo.
    Cf. MATEUS, H. Mira et alii: Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa, Caminho, 1989

    Exercício: Identifique o sujeito da frase escrita no quadro, da imagem em cima, aplicando os testes acima descritos.

    Ordem na frase: frases declarativas

    Ordem básica: Frases declarativas

    Ordem na frase: "Uma frase é constituída por um sequência linear de um conjunto de unidades básicas, as palavras, numa ordem determinada."
    In. RAPOSO, Eduardo Paiva- Introdução à Gramática Generativa, Lisboa, Moraes editores, 1979
    1. A Joana bateu no carro.
    2. O carro bateu na Joana.
    3. *Na bateu Joana carro o.


    A ordem básica nas frases declarativas é SVO ( Sujeito, Verbo, Objecto)

    Ex: A Marta comeu a sopa.



    Em Português exibe-se o complemento à direita do verbo (SVO), normalmente ordem não marcada, sem pausas e sem acento contrastivo

    Ex. O Luís leu o livro {SVO}

    Mas:

    O livro, o Luís leu.{OSV}

    O livro, leu o Luís.{OVS}

    Leu o livro, o Luís.{VOS}

    Topicalização: Deslocação de constituintes para a esquerda da frase; há uma tendências em português para se deslocar para o início da frase o constituinte sobre o qual recaí, de um modo especial, a atenção ou interesse do autor da enunciação; qualquer que seja a função sintáctica e a natureza estrutural do constituinte deslocado, este pode sempre deixar uma cópia pronominal.

    O Luís leu-o.

    Frase: é uma unidade estrutural, uma sequência estruturada de palavras. Os elementos da frase organizam-se numa estrutura de níveis hierarquizados, organizando-se uns em relação aos outros, segundo diversos níveis de hierarquização.

    Dias da semana, meses do ano, estações e datas.

    Adaptado para um nível inicial A1/A2


    Tema:
    Dias da semana, meses do ano, estações e datas.

    Como vimos anteriormente, a semana é constituída por cinco dias de trabalho e dois de fim-de-semana:
    • Segunda-feira
    • Terça-feira
    • Quarta-feira
    • Quinta-feira
    • Sexta-feira
    • Sábado
    • Domingo
    Agora vamos ver os meses do ano. Em geral, podemos dividir o ano em meses e estações. Os meses são doze:

    1. Janeiro
    2. Fevereiro
    3. Março
    4. Abril
    5. Maio
    6. Junho
    7. Julho
    8. Agosto
    9. Setembro
    10. Outubro
    11. Novembro
    12. Dezembro
    As estações do ano são quatro:
    • Primavera
    • Verão
    • Outono
    • Inverno

    A primavera começa a 21 de Março (dia da árvore) até 20 de Junho. O verão vai de 21 de Junho a 22 de Setembro. De 23 de Setembro a 20 de Dezembro é Outono. Por fim, de 21 de Dezembro a 20 de Março é Inverno.

    (com referente no Inglês)



    Agora que já vimos os dias da semana, do mês, as estações e os números, torna-se mais fácil falar sobre datas.

    Por exemplo, em português, ao pode-se perguntar qual o dia corrente:

    Que dia é hoje?/ Em que dia é que estamos?/ Estamos a quantos?

    Ao que se responde :

    Hoje é dia dezassete de Maio. / Hoje é sábado.
    Hoje é (dia) catorze de Setembro. / Hoje é quinta-feira. / Hoje é quinta.

    Mas também pode surgir uma pergunta de carácter pessoal como a data de aniversário:

    Quando é que fazes anos?/ Qual a tua (sua) data de nascimento?/ Quando é o seu (teu) aniversário?*

    Ao que se responde, por exemplo:

    Eu faço anos no dia treze de Dezembro. / Eu nasci a vinte e um de Fevereiro. / Os meus anos são a nove de Março.

    *Esta última forma é mais comum no português do Brasil, tendo-se em Portugal a primeira forma como preferencial.

    Exercício:
    • "Assinale se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).
    1. Os cursos têm datas iguais, mas horários diferentes.
    2. As inscrições para os cursos acabam no dia 4 de Junho."
    In. Teste de conhecimento de língua portuguesa (maiores de 15 anos), 19 de Maio de 2007



    Dias da semana

    Adaptado para um nível inicial A1/A2

    Tema:
    Dias da semana



    A semana tem 7 dias:

    • Segunda-feira
    • Terça-feira
    • Quarta-feira
    • Quinta-feira
    • Sexta-feira
    • Sábado
    • Domingo

    Os dias correspondentes à semana de trabalho são, na oralidade, muitas vezes abreviados. Assim, muitas vezes são referidos como:

    Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta

    Os restantes pertencem ao fim-de-semana:

    Sábado e Domingo