Preposições (Significações das preposições)


Tema: Preposições

TEORIA GRAMATICAL:

  • "Significação das preposições.
1. A relação que se estabelece entre palavras ligadas por intermédio de preposição pode implicar movimento ou não movimento; melhor dizendo: pode exprimir um movimento ou uma acção daí resultante.
Nos exemplos atrás mencionados [vide 1 ] , a ideia de movimento está presente em:

Vou a Roma
Todos sairam de casa

São marcadas pela ausência de movimento as relações que as PREPOSIÇÕES a, de e com estabelecem com as seguintes frases:

Chegaram a tempo.
Choraram de dor.
Estive com o Pedro.
Concordo com você.

2. Tanto o MOVIMENTO como a SITUAÇÃO ( termo que adoptaremos daqui por diante, para indicar a falta de movimento na relação estabelecida) podem ser considerados em referência so ESPAÇO, ao TEMPO e à NOÇÃO.

A PREPOSIÇÃO de, por exemplo, estabelece uma relação:

a) ESPACIAL em:

Todos saíram de casa.

b) TEMPORAL em:

Trabalha de 8 às 8 todos os dias.

c) NOCIONAL em:

Chorava de dor.
Livro de Pedro

Nos três casos a PREPOSIÇÃO de relaciona palavras à base de uma ideia central:«movimento de afastamento ou limite», «procedência». Em outros casos, mais raros, predomina a noção, daí derivada, de «situação longe de». Os matizes significativos que esta preposição pode adquirir em contextos diversos derivarão sempre desse conteúdo significativo fundamental e das suas possibilidades de aplicação aos campos espacial, temporal ou nocional, com a presença ou ausência de movimento

3. Na expressão de relações preposicionais com a ideia de movimento considerado globalmente, importa levar em conta um ponto limite (A) em relação ao qual o movimento será de aproximação (B->A.) ou de afastamento (A->C):

B----------------------------->A--------------------------------->C
Vou a Roma. -------------------------------- Venho de Roma.
Trabalharei até amanhã. ------------------ Estou aqui desde ontem.
Foi para Norte. ---------------------------- Saíram pela porta.

4. Recapitulando e sintetizando, podemos concluir que, embora as preposições apresentem grande variedade de usos, bastante diferenciados no discurso, é possível estabelecer para cada uma delas uma significação fundamental, marcada pela expressão de movimento ou de situação resultante (ausência de movimento) e aplicável aos campos espacial temporal e nocional.

Esquematizando:
Esta subdivisão possibilita a análise do sistema funcional das preposições em português, sem que precisemos levar em conta os variados matizes significativos que podem adquirir em decorrência do contexto em que vêm inseridas."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp. 552-554

Pontos cardeais

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Pontos cardeais

Os pontos cardeais servem para indicar a orientação.

Os mais conhecidos são:
  • o Norte
  • o Sul
  • o Este (ou leste)
  • o Oeste
Uma rosa-dos-ventos mostra estes e mais pontos cardeais. É um esquema com a forma de estrela, que a partir do norte, ponto mais importante pois indica o pólo magnético nas bússolas, apresenta todos os restantes pontos cardeais (principais ou cardeais e colaterais).

Todos os mapas devem apresentar, pelo menos, um ponto cardeal (o norte) e a escala (que mostra a proporção).

Num mapa podemos ver o que fica a Norte e o que fica a Sul.

Por exemplo:
Portugal fica a Sudoeste da Europa.
Inglaterra fica a Norte de Portugal.
Palermo fica no Sul de Itália.

Assim:

Teoria Gramatical:

Sintaxe
  • Verbo "Ficar" (no presente do indicativo) + "em" (preposição) (+ contracção do artigo definido) = localização espacial dentro do segundo espaço mencionado
Ex:
Os Anjos ficam em Lisboa.
Camarate fica no norte de Lisboa.
Belém fica na zona sul de Lisboa.
  • V. "Ficar" (no pres. do ind.) + "a" (prep.) = localização espacial relativa ao segundo espaço mencionado
Ex: A Rússia fica a Este da Europa.
O Egipto fica a Norte de África.
As ilhas das Berlengas ficam a Oeste de Peniche

Verbo "Ficar" no Presente do Indicativo (V. "Ficar" Pres. Ind.)

(Eu) Fico
(Tu) Ficas
(Ele/ela) Fica
(Nós) Ficamos
(Vós) Ficais (em desuso)
(Eles /Elas) Ficam

Léxico essencial:
  • Norte
  • Sul
  • Este
  • Oeste
  • Mapa
  • Orientação
  • Bússola
  • Estrela
Expressões essenciais:
  • Rosa-dos-ventos
  • Pólo magnético
  • V. ficar (pres. ind.) + prep. "em"
  • V. ficar (pres. ind.) + prep. "a"
Exercício:
  • Complete, utilizando o mapa de Portugal e os pontos cardeais, as seguintes frases:
  1. Bragança fica no Nordeste de Portugal.
  2. Lisboa fica a ______ de Leiria.
  3. O Minho fica a _____ do Porto.
  4. O Algarve fica a _____ de Espanha.
  5. O Porto fica no _____ de Portugal.
  6. Beja fica a ____ de Évora.
  7. Guarda fica a _____ de Aveiro.
Complete, utilizando o mapa de Portugal e a preposição "em" ou "a" e, caso seja necessário, a contracção do artigo definido correcto, as seguintes frases:

  1. Caldas da Rainha fica no Sul de Aveiro.
  2. A Covilhã fica ____ distrito de Castelo Branco
  3. O Algarve fica ___ sul de Portugal.
  4. Chaves fica ____ norte de Vila Real.
  5. Sevilha fica ____ sudoeste de Espanha.
  6. Tomar fica ____ distrito de Santarém.
  7. Guimarães fica ____ oeste de Fafe.
Pratica mais aqui.

Introdução rápida às competências lexicais exigidas ao aprendente segundo o "Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas"

"5.2.1.1. A competência lexical

Consiste no conhecimento e na capacidade de utilizar o vocabulário de uma língua e compreende elementos lexicais e gramaticais.

Os
elementos lexicais incluem:
  • a) expressões fixas, constituídas por várias palavras, usadas e aprendidas como conjuntos. As expressões fixas incluem:
expressões feitas, que compreendem:
– indicadores das funções linguísticas (ver Secção 5.2.3.2.), tais como as saudações:
Bom dia. Como está?, etc.;
– provérbios, etc. (ver Secção 5.2.2.3.);
– os arcaísmos:
e tão asinha foi (depressa); ele está prestes a conseguir isso (quase).
expressões idiomáticas, com frequência:
– metáforas cristalizadas e semanticamente opacas, p. ex.:
Foi sol de pouca dura (= não durou muito tempo); Ele bateu a bota (= morreu);
– intensificadores. O seu uso apresenta muitas vezes restrições contextuais e estilísticas, p. ex. “
branco como a neve” (puro) ou “branco como a cal da parede” (pálido).
estruturas fixas, aprendidas e usadas como todos não analisáveis, e nas quais são inseridas palavras ou expressões para formar frases com sentido, p. ex.: Por favor, pode passar-me...?; Seria possível...?
outras expressões fixas, tais como:
– verbais, p. ex.:
sonhar com, chamar a si;
– locuções preposicionais, p. ex.:
em frente de, a respeito de.
combinatórias fixas, constituídas por palavras que frequentemente se usam juntas, p. ex. fazer/proferir um discurso/cometer um erro.
  • b) palavras isoladas.
Uma palavra isolada pode ter vários significados (polissemia), p. ex.: tanque, reservatório para água ou outros líquidos; carro de assalto, blindado e armado.
As palavras isoladas compreendem as palavras das
classes abertas – nome, adjectivo, verbo, advérbio –, mas também podem incluir conjuntos lexicais fechados (p. ex.: dias da semana, meses do ano, pesos e medidas, etc.). É também possível constituir outros conjuntos lexicais com finalidades gramaticais e semânticas.
Os elementos gramaticais pertencem às classes fechadas de palavras, p. ex.: (em português):

• artigos (
um, o, etc.);
• quantificadores (
alguns, todos, muitos, etc.);
• demonstrativos (
este, esse, aquele, etc.);
• pronomes pessoais (
eu, tu, ele, ela nós, etc.);
• pronomes interrogativos e relativos (
que, como, onde, qual, etc.);
• possessivos (
meu, teu, seu, o dele, etc.);
• preposições (
a, de, por, em, etc.);
• verbos auxiliares (
ter, ser, haver, fazer, modais, etc.);
• conjunções (
mas, e, ou, quando, porque, etc.);
• partículas (p. ex.: em alemão:
ja, wohl, aber, doch, etc. – pois, é que..., então, (eu) cá, (diz) lá, etc.).

Existem escalas ilustrativas para a amplitude de conhecimento vocabular e para a capacidade de controlar esse mesmo conhecimento.

AMPLITUDE DO VOCABULÁRIO [descritivo]

C2 Tem um bom domínio de um vasto repertório lexical que inclui expressões idiomáticas e coloquialismos; demonstra consciência de níveis conotativos de significado.
C1 Domina um repertório alargado que lhe permite ultrapassar dificuldades/lacunas com circunlocuções; não é evidente a procura de expressões ou de estratégias de evitação. Bom domínio de expressões idiomáticas e coloquialismos.
B2 Possui uma gama de vocabulário sobre assuntos relacionados com a sua área e sobre a maioria dos assuntos. É capaz de variar a formulação para evitar repetições frequentes, mas as lacunas lexicais podem, ainda, causar hesitações e o uso de circunlocuções.
B1 Tem vocabulário suficiente para se exprimir com a ajuda de circunlocuções sobre a maioria dos assuntos pertinentes para o seu quotidiano, tais como a família, os passatempos, os interesses, o trabalho, as viagens e a actualidade.
A2 Tem vocabulário suficiente para conduzir transacções do dia-a-dia que envolvam situações e assuntos que lhe são familiares. Possui vocabulário suficiente para satisfazer as necessidades comunicativas elementares. Tem vocabulário suficiente para satisfazer necessidades simples de sobrevivência.
A1 Tem um repertório vocabular elementar, constituído por palavras isoladas e expressões relacionadas com certas situações concretas.

DOMÍNIO DO VOCABULÁRIO [descritivo]

C2 Utilização sempre correcta e apropriada do vocabulário.
C1 Pequenas falhas ocasionais, mas sem erros vocabulares significativos.
B2 A correcção lexical é geralmente elevada, apesar de poder existir alguma confusão e escolha incorrecta de palavras, mas sem que isso perturbe a comunicação.
B1 Mostra bom domínio do vocabulário elementar, mas ainda ocorrem erros graves quando exprime um pensamento mais complexo ou quando lida com assuntos ou situações que não lhe são familiares.
A2 É capaz de dominar um repertório limitado relacionado com necessidades quotidianas concretas.
A1 Não há descritor disponível."


In. Conselho da Europa: Quadro Europeu Cumum de Referência para as Línguas, Porto, ASA Editores, 2001

Bilhete de identidade

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Bilhete de identidade

Léxico, Compreensão escrita e conversação




















O Bilhete de Identidade é o documento oficial de identificação. Todos os portugueses, por volta dos oito anos, vão pela primeira vez pedir a emissão do seu BI.

O bilhete de identidade tem vários campos que servem como elementos identificativos de cada indivíduo.

A parte da frente do bilhete de identidade, identifica visualmente, cada pessoa, por:
  • fotografia;
  • impressão digital;
  • e assinatura cada pessoa.













Sem excepção, todos os portugueses têm de tirar o bilhete de identidade. Este é um documento que serve fins burocráticos, mas também para a identificação junto às figuras de autoridade.

Se o Bin Laden fosse português, também ele teria um bilhete de identidade.

Na parte de trás do bilhete de identidade, estão inscritas diversas informações:
  • o número de BI;
  • a data e local de emissão;
  • o nome completo do indivíduo;
  • os nomes completos de seus pais;
  • o local de nascimento, ou naturalidade;
  • o local de residência actual;
  • a data de nascimento;
  • o estado civíl;
  • a altura;
  • a validade do cartão identificativo;
  • e um espaço para eventuais indicações.


Léxico essencial:
  • Identificação
  • Indivíduo
  • Naturalidade
  • Residência
  • Emissão (cf. polissemia)
  • Validade
Expressões essenciais:
  • Bilhete de identidade
  • Elementos identificativos
  • Dados pessoais
  • Impressão digital
  • Data de nascimento
  • Estado civil
  • Figuras de autoridade
Exercício:
  • Agora que viste como é um bilhete de identidade português, numa folha, faz o teu próprio BI, preenchendo os teus dados.
  • "Assinale se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).
  1. O primeiro bilhete de identidade é gratuito para todos os cidadãos.
  2. A renovação do bilhete de identidade é sempre paga."
In. Teste de conhecimento de língua portuguesa (maiores de 15 anos), Janeiro de 2007

Preposições (introdução)

Tema: Preposições

TEORIA GRAMATICAL:

  • "Função das preposições.

Chamam-se PREPOSIÇÕES as palavras invariáveis que relacionam dois termos de uma oração, de tal modo que o sentido do primeiro (ANTECEDENTE) é explicado ou completado pelo segundo (CONSEQUENTE). Assim:

  • Formas de preposições.

Quanto à forma, as PREPOSIÇÕES podem ser:

a) SIMPLES, quando expressas por um só vocábulo;

b) COMPOSTAS (ou LOCUÇÕES PREPOSITIVAS), quando constituídas de dois ou mais vocábulos, sendo o último deles uma PREPOSIÇÃO SIMPLES (geralmente de).

  • Preposições simples.

As PREPOSIÇÕES SIMPLES são:

a / com / em / por (per)
ante / contra / entre / sem
após / de / para / sob

até / desde / perante / sobre / trás


Tais preposições denominam-se também ESSENCIAIS, para se distinguirem de certas palavras que, pertencendo normalmente a outras classes, funcionam às vezes como preposições e, por isso, se dizem PREPOSIÇÕES ACIDENTAIS. Assim: afora, conforme, consoante, durante, excepto, fora, mediante, menos, não obstante, salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc.

Locuções prepositivas.

Eis algumas LOCUÇÕES PREPOSITIVAS:

abaixo de; acerca de; acima de; a despeito de; adiante de; a fim de; além de; antes de; ao lado de; ao redor de; a par de; apesar de; a respeito de; atrás de; através de; de acordo com; debaixo de; de cima de; defronte de; dentro de; depois de; diante de; em baixo de; em cima de; em frente a; em frente de; em lugar de; em redor de; em torno de; em vez de; graças a; junto a; junto de; para baixo de; para cima de; para com perto de; por baixo de; por causa de; por cima de; por detrás de; por diante de; por entre; por trás de. "

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp. 551-552

Pequeno momento recreativo...pronomes...

Diz a professora de português a um aluno que estava distraído:
- Tu aí! Diz-me dois pronomes!
O rapaz assusta-se, põe-se a pé e diz:
- Quem? Eu?
- Muito bem, podes-te sentar.

Pronomes Possessivos

Tema: Pronomes possessivos

TEORIA GRAMATICAL:

"Pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos.

Estreitamente relacionados com os pronomes pessoais estão os PRONOMES POSSESSIVOS e DEMONSTRATIVOS.
Os PRONOMES PESSOAIS, vimos, denotam as pessoas gramaticais: os outros dois indicam algo determinado por elas:

a) Os POSSESSIVOS, o que lhes cabe ou pertence;
b) Os DEMONSTRATIVOS, o que delas se aproxima no espaço ou no tempo.

Podemos, assim, estabelecer estas correspondências prévias:

Formas dos pronomes possessivos.

Os PRONOMES POSSESSIVOS apresentam três séries de formas, correspondentes à pessoa a que se referem. Em cada série, estas formas variam de acordo com o género e o número da coisa possuída e com o número de pessoas representadas no possuidor.

Valores e emprego dos possessivos

Os PRONOMES POSSESSIVOS acrescentam à noção gramatical uma ideia de posse. São, de regra, pronomes adjectivos, equivalentes a um adjunto adnominal antecedido da preposição de ( de mim, de ti, de nós, de vós, de si), mas podem empregar-se como pronomes substantivos:

Meu livro é este.
Este é o meu livro
.
Sempre com as suas histórias!

Fazer das suas."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp. 318-319



Exercício:
Observe o vídeo e a letra da música e assinale os pronomes possessivos utilizados.




"Trago um Fado no meu canto,
Canto a noite até ser dia
Do meu povo trago o pranto
No meu canto a Mouraria
Tenho saudades de mim
Do meu amor mais amado
Eu canto um país sem fim
O mar, a terra, o meu Fado
Meu Fado Meu
De mim só me falto eu
Senhora da minha vida
Do sonho, digo que é meu
E dou por mim já nascida
Trago um Fado no meu canto
Na minha alma vem guardado
Vem por dentro do meu espanto
À procura do meu Fado
Meu Fado Meu"

Letra de Paulo de Carvalho, interpretado por Mariza
"Meu fado meu"

Exercícios de revisão

  • Responde às seguintes perguntas

Quantas vogais existem em português e quais são?

Quantos meses tem um ano?

Em que mês se festeja o natal?

Quais os meses de primavera?

  • Preenche os espaços em branco
Eu sou____________ e venho de _______. Tenho _______________ anos de idade.
De manhã digo _______________ aos meus amigos. Eu vou dormir à ______.
Eu vivo com ________________________________________________.
Descanso no fim-de-semana, isto é, no _______ e no ________.

  • Altera o género e o número das seguintes palavras, fazendo-as preceder do artigo correspondente:
cadelas-
santo-
professoras-
bonecas-
mãe-
irmãs-
  • Escreva por extenso os seguintes números:
3-
6-
15-
79-
100-
230-
1582-
  • Observa a imagem e divide sintacticamente as frases, apresentando um dos testes de identificação de constituintes (sujeito e objecto directo)?




Frase:

Sujeito-

OD-











Frase:

Sujeito-

OD-









Frase:

Sujeito-

OD-





Frase:

Sujeito-

OD-









Frase:

Sujeito-

OD-








  • Coloca no singular:
Cavalos:
Operações:
Narizes:
Bancas:
Cãezitos:
Ardis:
Colunas:
Tais:
Mordazes:
Felizes:
Avôs:
  • Coloca no masculino:
Avó:
Padeira:
Gata:
Rainha:
Loba:

Membros da família (parte 1)

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Membros da família (parte 1)
Com referente no inglês:




Família imediata ou núcleo familiar:

Pais: Pai/ Mãe

Filhos: Filho/ Filha

Irmãos: Irmão / Irmã







Avós:
Avô/ Avó

Netos: Neto/ Neta








Tios: Tio/ Tia

Sobrinhos: Sobrinho/ Sobrinha

Primos: Primo/ Prima


Todas as famílias podem ser diferentes. Umas mais numerosas, outras mais pequenas; umas mais chegadas, outras mais distantes; umas têm uma casa, outras duas.
A noção de família é diferente de pessoa para pessoa, pois cada um de nós vive realidades diferentes. A maioria das famílias são unidas por laços de sangue, mas outras são constituídas por irmãos de diferentes pais, vários filhos adoptados, por duas mães, por tios que nos criam... Cada família é uma realidade.

Léxico essencial:
  • Pai (s)
  • Mãe (s)
  • Filho (a) (s)
  • Irmão (s)
  • Irmã (s)
  • Avô (s)
  • Avó (s)
  • Tio (a) (s)
  • Sobrinho (a) (s)
  • Primo (a) (s)
Expressões essenciais:

  • Núcleo familiar
Exercício:
  • Observa a imagem em baixo e preenche os espaços em branco.

  1. O Homer é __________ da Maggie.
  2. A Maggie é ___________ da Lisa.
  3. A Lisa é ___________ da Patty e da Selma.
  4. A Selma é __________ do Bart.
  5. O Bart é __________ do Abraham.
  6. O Abraham é __________ do Homer.
  7. O Hommer é _________ do Herb.
  8. O Herb é _________ da Lisa.
  9. A Lisa é _________ da Marge.
  10. A Marge é _______ da Ling.
  11. A Ling é _______ da Jackeline.
  12. A Jackeline é _______ do Bart
  13. O Bart é ________ da Ling.
  14. A Ling é ______ da Lisa.
  • Como é a tua família? Descreve-a.

Pedidos e agradecimentos (parte I)

Adaptado para um nível inicial A1/A2

Tema: Pedidos e agradecimentos (parte I)


Em português há várias formas de pedir e agradecer algo. No final de qualquer pedido, é costume, por um modo de cortesia, dizer "por favor". Quando o pedido é satisfeito agradece-se a dizer "obrigado" (masc.) ou "obrigada" (fem.). Também se usa a forma "agradecido" ou "agradecida". Após o agradecimento é de costume o outro dizer "de nada" ou "não tem de quê".


Por exemplo, numa passadeira rolante da estação de metro do Marquês de Pombal, um passageiro pede para passar a outro que se encontra parado:

Pode dar-me licença, por favor? /
Posso passar, se faz favor?/
Com licença...

O outro passageiro deixa-o passar enquanto diz:

Por favor!/
Faça o favor!

O primeiro, que fez o pedido, ao passar agradece:

Obrigado! (caso seja do sexo masculino)
Obrigada! (caso seja do sexo feminino)
Muito obrigado(a)!
Agradecido (a)! (consoante o sexo)

Enquanto o que se desviou replica:

De nada!/
Não têm de quê!


Por outro lado, podemos observar vários verbos preferencialmente ligados, semanticamente, ao pedido. O verbo "poder", no presente do indicativo (pres. do ind.) com um verbo auxiliar no infinitivo (inf.), é talvez o mais usado para expressar um pedido:

Eu posso tirar um rebuçado?
Tu podes estar calado?
Ele pode entrar?
Nós podemos ver o bebé?
Vós podeis vir comigo?
Eles podem voltar mais tarde?

Da mesma forma, o uso do verbo poder no futuro do pretérito do indicativo (fut. do pret. do ind.) com um verbo auxiliar no infinitivo, também é usado para expressar o pedido, mas de uma forma mais cortês e polida:

Eu poderia tirar um rebuçado?
Tu poderias estar calado?
Ele poderia entrar?
Nós poderíamos ver o bebé?
Vós poderíeis vir comigo?
Eles poderiam voltar mais tarde?

Este verbo é mais utilizado na formação da interrogativa. Mas não é só o verbo "poder" exprime o sentido de pedido, nem se pode fazê-lo só com interrogativas. O pedido pode ser formado após lhe ter sido perguntado o que deseja.

Deseja alguma coisa?
Então o que deseja?
Então o que vai ser?
Posso ajudar-lhe?

Assim, pode-se formular um pedido através de uma frase afirmativa:

Eu quero um bolo, se faz o favor.
Tu tens de trazer o livro.
Eles precisam de uma cartolina.
Nós temos de falar consigo.
(Você) -me um guardanapo.
Eles têm de fazer os trabalhos de casa.

Estes verbos, semanticamente, transitam entre o pedido e a ordem, adequando-se a diversas situações e tipos de interlocutores. Mas neste momento interessa-nos reter que o pedido pode ser expresso de diversas formas, tanto na interrogativa, como na afirmativa (e até no imperativo), e que pode surgir associado a expressões fixas como "por favor", o que implica certos tipos de respostas mais ou menos cristalizadas. Mais tarde voltaremos a este assunto para aprofundá-lo.






(in. Gato fedorento)

Léxico essencial:
  • Poder (verbo no fut. do pret. do ind. e no fut. do pret. do ind.)
Expressões essenciais:
  • Por favor / Se faz o favor
  • Obrigado /obrigada
  • Não tem de quê.
  • De nada.
  • poder(pres. do ind.) + (inf.)
  • poder (fut. do pret. do ind.) + (inf.)


Artigo


Tema: Artigo: definido e indefinido (parte 1)

TEORIA GRAMATICAL:

"ARTIGO DEFINIDO E INDEFINIDO

Dá-se o nome de ARTIGO às palavras o (com as variações a, os, as) e um (com as variações uma,uns, umas) que se antepõem aos substantivos para indicar:
  • a) que se trata de um serconhecido do leitor ou ouvinte, seja por ter sido mencionado antes, seja por ser objecto de um conhecimento de experiência, como nestes exemplos:
Levanta-se, vai à mesa, tira um cigarro da caixa de laca, acende o cigarro no isqueiro, larga o isqueiro, volta ao sofá. (Fernanda Botelho, X, 183)

Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. (Graciano Ramos, VS, 161)
  • b) que se trata de um simples representante de uma dada espécie ao qual não se faz menção anterior:
(...) Era uma casinha nova, a meia encosta, com trepadeiras pela varanda. Tinha um pomar pequeno de laranjeiras e marmelos e mais uma hortazinha, ao longo do rego que descia do morro. (Rodrigo M. F. de Andrade, V, 119)

No primeiro caso dizemos que o artigo é DEFINIDO; no segundo, INDEFINIDO.

Observação: « O artigo é um signo que exige a presença de outro (ou outros) com o qual se associa em sintagmas: um signo dependente. Por outra parte, pertence ao tipo de signos que se agrupam em paradigmas ou inventários limitados, fechados: os signos morfológicos, cujos conteúdos - os morfemas - constituem o sistema gramatical, em oposição aos signos léxicos, caracterizados por constituirem inventários abertos, ilimitados» (Emilio Alarcos Llorach. El artículo en español. In To Honor Roman Jakobson; Essays on the Occasion of his Seventieth Birthday, I. The Hague - Paris, Mouton, 1967, p.19).

FORMAS DO ARTIGO

Formas simples
  • 1) São estas as formas simples do artigo:


  • 2) No português antigo havia as formas lo (la, los, las) e el do artigo definido.
Lo (e suas variações) só aparecem hoje, como artigo, em construções estereotipadas do tipo mai-lo (=mais o) ocorrentes em falares de Portugal (...)

  • 3) A forma arcaica el do artigo masculino fossilizou-se na titulatura el-rei, talvez por influência da conservadora linguagem da Corte:
Então o terceiro a El-Rei rogou Licença de os buscar, e El-Rei negou.
(Fernando Pessoa, OP, 25)

Formas combinadas do artigo definido
  • 1) Quando o substantivo, em função de complemento ou de adjunto, se constrói com uma das preposições a, de, em e por, o ARTIGO DEFINIDO que o acompanha combina-se com essas preposições, dando:


  • 2) Crase. O artigo definido feminino, quando vem precedido da preposição a, funde-se com ela e tal fusão (=CRASE) é representada na escrita por um acento grave sobre a vogal (à). Assim:

Vou a + a cidade = Vou à cidade
(prep. que introduz o adjunto adverbial do verbo ir) + (artigo que determina o substantivo cidade) = ( a craseado, a que se aplica o acento grave)

Não raro, o à vale como redução sintáctica da expressão à moda de (= à maneira de, ao estilo de):
(...)Mas o major? Porque que não ria à inglesa, nem à almã, nem à francessa, nem à brasileira? Qual o seu género? (Monteiro Lobato, U, 117) (...)
  • 4) Quando a preposição que antecede o artigo está relacionada com o verbo, e não com o substantivo que o artigo introduz, é aconselhável que os dois elementos fiquem separados, embora não faltem exemplos da sua aglutinação na prática dos melhores escritores:
A circunstância de as vindimas juntarem a família prestava-se a uma reunião anual na Junceda. (Miguel Torga, V, 159) (...)
  • 5) A antiga preposição per contraía-se com lo(s), la(s), formas primitivas do artigo definido, produzindo pelo(s), pela(s). Estas contracções vieram substituir polo(s) e pola(s), de emprego normal no potuguês clássico, como ilustram os versos camonianos:
Pois polos doze pares dar-vos quero
Os doze de Inglaterra, e o seu Magriço.
(L, I, 12)

Da Lua os claros raios rutilavam
Polas argênteas ondas Neptuninas.
(L, I, 58)

Formas combinadas do artigo indefinido
  • 1) O ARTIGO INDEFINIDO pode contrair-se com as preposições em e de, originando:

  • 2) As preposições em e de, antepostas ao artigo indefinido que integra o título de obras, separam-se dele na escrita:

Sofríamos do que, em Um olhar sobre a Vida, qualifiquei de «insónia internacional». (Genolino Amado, RP, 21) (...)
  • 3) Também não é aconselhável a contracção do artigo indefinido com a preposição que se relaciona com o verbo, e não com o substantivo que o artigo introduz:
A obra atrasou-se em virtude de uns operários se terem acidentado."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp.207-212

Exercício:

Corrija as frases colocando os artigos adequados:


___ João ama ___ vida.

Ele é ___ filho ___ (+de) professora.

__ rapariga comeu ___ bolo.

___ pessoa telefonou-lhe.

Este casaco é ____ (+ de) aluno.

Vou dar ___ festa.

Foi ___ cão que mordeu-me ___ mão.

___ senhora foi ___ (+ a) igreja.

Preciso ___ (+de) caneta.

Vou ___ (+a) festa ___ (+de) Carlos.

___ saco ficou ___ (+em) carro.

___ mendigo pediu-me ___ moeda ____ (+ em) porta ___ ( +de) igreja.

Género: Masculino - Feminino (parte 1)

Tema: Género: Masculino - Feminino (parte 1)


TEORIA GRAMATICAL:

"GÉNERO
  • Há dois géneros em português: o MASCULINO e o FEMININO. O masculino é o termo não marcado; o feminino é o marcado.
  • Pertencem ao género masculino todos os substantivos a que se pode antepor o artigo o:
o aluno; o pão; o poema (...)

Pertencem ao género feminino todos os substantivos a que se pode antepor o artigo a:

a casa; a mão; a ema (...)

  • O género de um substantivo não se conhece, de regra, nem pela sua significação, nem pela sua terminação
Para facilidade de aprendizado, convém, no entanto saber:

Quanto à significação:
  • 1) São geralmente masculinos:
a) os nomes de homens ou de funções por eles exercidas:

João; mestre; padre; rei

b) os nomes de animais do sexo masculino:

cavalo, galo, gato, peru

c) os nomes de lagos, montes, oceanos, rios e ventos, nos quais se subentendem as palavras lago, monte, oceano, rio e vento, que são masculinas:

o Amazonas [= o rio Amazonas]; o Atlântico [= o rio Atlântico]; (...) os Alpes [=os montes Alpes]

d) os nomes de meses e pontos cardeais

março findo; setembro vindouro; o Norte; o Sul

  • 2) São geralmente femininos:
a) os nomes de mulheres ou de funções por elas exercidas

Maria; professora; freira; rainha

b) os nomes dos animais do sexo feminino:

égua; galinha; gata; perua

c) os nomes de cidades e ilhas nos quais se subentendem as palavras cidade e ilha, que são femininas:

a antiga Ouro Preto; as Sicília; as Antilhas (...)

Quanto à terminação:

  • 1) São masculinos os nomes terminados em -o átono:
o aluno; o livro; o lobo; o banco
  • 2) São geralmente femininos os nomes terminados em -a átono:
a aluna; a caneta; a loba; a mesa

Exceptuam-se, porém, clima, cometa, dia, fantasma, mapa, planeta, telefonema, fonema e outros mais (...)
  • 3) Dos substantivos terminados em -ão, os concretos são masculinos e os abstractos, femininos:
o agrião; o balcão; o algodão; o feijão; a educação; a produção; a opinião; a recordação

Exceptua-se mão, que, embora concreto, é feminino.
Fora desses casos, é sempre difícil conhecer-se pela terminação o género de um dado substantivo."

In. CINTRA, Luís F. Lindley; CUNHA, Celso: Nova gramática do Português Contemporâneo, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1997, pp.189-191

Exercício:
  1. Diga, quanto ao género, se é masculino ou feminino, as palavras na seguinte lista:
o cachorro - __________
Agosto - __________
emoção - __________
actor - __________
directora - __________
José - __________
Sandra - __________
actriz - __________
visão - __________
cometa - __________
cão - __________
Tejo (rio) - __________
a sandes - __________
exaltação - __________
vaca - __________
boi - __________
Helder - __________
pão - __________
Filipe - __________
Filipa - __________
porteira - __________
mapa - __________
Índico (oceano)- __________
cadela - __________
Este (vento)- __________
porteiro - __________
Abril - __________
Pirenéus (montes) - __________
Londres (cidade) - __________
Madeira (ilha) - __________
Pacífico (oceano)- __________